sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Treinamento de Força e Reabilitação Cardíaca (RC)

Oi gente estou passando um estudo bem legal com os parâmetros que utilizo como base para reabilitação cardíaca.

O treinamento resistido (TR) tem sido recomendado como parte integrante de um programa de reabilitação cardíaca. Há diversas evidências de que o TR pode provocar adaptações favoráveis na composição corporal, no desempenho motor e na hipertrofia muscular (ACSM, 1994; 2002; FEIGENBAUM,1999; HUNTER et al., 2002).
Prescrição de intensidades de treinamento para Indivíduos com Doenças Cardíacas, Crozier et al. (1989).

• Treinamento de Resistido (TR) (Força) 80% de 1-Repetição Máxima, objetivando 8 a 12 repetições.
• Treinamento Aeróbio (TA) entre 40% a 64% da frequência cardíaca máxima, alcançada no teste ergométrico.
• Três vezes por semana, realizando 30 minutos de TR e 30 minutos de TA.
• Os autores deste estudo ressaltam a necessidade do TR, realizado com intensidade média de 60% de 1-RM, justificando que os pacientes certamente executam suas atividades diárias próximas dessa intensidade.

Ao investigar as respostas crônicas do TR combinado ao TA, aplicado à RC em uma amostra composta 57 adultos, média de 61 anos e 6 a 10 semanas de pós-infarto, DAUB et al. (1996) verificaram que os indivíduos melhoraram a força significativamente.
Fragnoli-Munn et al. (1998) também verificaram a interferência da idade na magnitude das repostas cardiovasculares agudas e crônicas de 45 pacientes, alocados nos grupos “menos” ou “mais” de 62 anos, que haviam desenvolvido infarto do miocárdio recentemente (4 a 12 semanas), submetidos a doze semanas de TR, três vezes por semana.
• O tempo total de TR era compreendido entre 10 e 15 minutos, com 50% de 1-RM, e realizaram o TA durante 40 minutos, a 70%-85% da Frequência Cardíaca máxima, alcançada no teste.
• Os grupos obtiveram aumentos significativos e similares nos valores da força, aferidos nos dois exercícios, e na capacidade aeróbica.
• Não houve registro de complicações cardiovasculares durante os testes nem nos treinamentos.

Schimid et al. (2008) compararam os efeitos do TA (70 a 85% FCmáx) com o mesmo TA, porém, somado a um TR de membros inferiores com uma intensidade de 40 a 60% de 1-RM.
De forma aguda, o TR realizado em intensidades de até 60-70% de 1-RM, para indivíduos com capacidade funcional mínima. Em alguns estudos foi verificado um menor número de complicações cardiovasculares no TR (VILLELA1; CLAUDINO 2009).
Em adaptações crônicas, há uma tendência de redução da carga sistêmica em função da maior capacidade relativa, entretanto, vale ressaltar que oito semanas de inatividade foi suficiente para retornar o condicionamento físico aos níveis iniciais.(VILLELA1; CLAUDINO 2009).



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